sexta-feira, 29 de junho de 2012

Nunca é tarde para a poesia!

Postagem "mea culpa"! Quando estava dando uma olhada no material pra postar domingo passado, esqueci de olhar no inbox do facebook o link que a de fé Bruna Nogueira havia me enviado com suas poesias. Realmente senti falta de algo enquanto escrevia a ultima postagem, mas somente ontem consegui "lembrar do que esqueci"!

Ao menos algo bom no esqecimento, um bom título para uma postagem que deveria ser apenas uma correção, um complemento do que não saiu na anterior, me fez pensar e encontrar "um sentido escondido". Realmente nunca é tarde para a poesia, a qualquer momento ela é bem vinda à vida, não importa o quanto esta possa estar deteriorada, um pouco de poesia a revive.

Nunca é tarde para dar uma olhada então nos escritos da Bruna Nogueira, bastar clicar aqui!

PS: Aproveitando a postagem, deixo para vocês o vídeo da canção "Felicidade" do cantor Marcelo Jeneci, recém descoberto por mim por intermédio de minha noiva. Para quem busca alternativas para as músicas bam bam bans que temos que ouvir porque tocam a todo instante em todo lugar, é uma boa canção, um bom refúgio.

domingo, 24 de junho de 2012

Vem cá, eu te conheço?

Essa semana foi uma semana de observação, sempre falei aqui que tinha curiosidade pra saber quem movia os contadores do blog. Hoje já posso dizer que conheço alguns dos responsáveis, escrever semanalmente faz com que algumas pessoas e principalmente alguns amigos apareçam sempre para trocarmos algumas idéias, jogar conversa fora e pensar na vida... A semana foi de observação pois domingo passado algumas pessoas jogaram outro jogo comigo dando a cara a tapa, mostrando trabalhos em fases "vídeo do Bin Laden" como o meu (como diria Humberto Gessinger), fases demo, estúdio, ao vivo, etc. Independente do que ou como, alguns escribas mostraram que querem sim pena pra escrever, que tem seu recado pra dar. Ao longo da semana observei algumas coisas interessantes, como nunca anoto idéias pra postagens vamos ver se consigo lembrar de todas.

Na euforia pós-postagem falei com alguns amigos pelo facebook, alguns acessaram com ânimo, outros meio indiferentes, outros até falaram algo do tipo "tenho que ver ainda sua música pra saber qual é o lance, se está em sintonia com minhas idéias pra poder compartilhar ou não entre meus amigos"... BUFO! (rsrsrs) Não tiro a razão da pessoa, eu também não compartilho "qualquer coisa", mas havemos de convir que há respostas que não esperamos para certos momentos, pelo menos a pessoa tem personalidade! Para alguns amigos que sei que teriam coisas interessantes para mostrar por aqui, fiz o convite para me mandarem algo ao longo da semana, uma amiga me mandou, quase uma dezena não deu sinal. Alguns sei que não enviaram por conta de afazeres, outros, mistério. Como falei domingo passado, esse blog não é algo que va láá trazer fama sucesso e riqueza, mas vale mais compartilhar entre amigos, mas não vou me estender nesse assunto senão vou escrever um texto dentro de outro.

Falando de números, mesmo postando no final do domingo (horário nada favorável), consegui ao longo dessas últimas semanas de postagens frequentes atingir o pico de 769 acessos nesse período, antes disso o maior número que consegui foi de 293. Bom! Principalmente pra alguém que se comparar com outros tantos por ai ainda não é muita coisa. "'Post' Scriptum" teve 114 visualizações, minha música no You Tube teve 103 exibições, 2 comentários e 10 "joinha", rsrs. O vídeo que upei com a música "V" da Theater of Salvation teve 29 exibições e 2 "joinha" no You Tube e Mayra me falou que seu blog teve um bom índice de acessos depois que falei dele aqui. Muito bom mesmo poder reparar nesses números junto a amigos. Ruim é ver que por exemplo, o vídeo de minha música teve mais acessos que o vídeo de "V", analisemos: o tamanho do player do meu vídeo estava maior na página (e isso não foi proposital, copiei o código de incorporação tal qual estava no YT) e era o primeiro. Claro que o conteúdo pode influenciar, alguns podem ter curtido mais um que o outro, mas infelizmente as coisas acontecem hoje em dia como alguém comentou comigo em algum lugar após ler a postagem, quem vai ver teu vídeo, ouvir tua música, ou até um cd de uma banda já consagrada, hoje em dia com os mp3 da vida, não precisa continuar ouvindo o que não gostar, pode passar, pode descartar, "engavetar", etc.

Quem mandou não usar as 3 palavrinhas mágicas? Ninguém (ou quase ninguém) te conhece, ô mané! Infelizmente o jogo ainda é esse, tem mais besta compartilhando besteira por aí que o tanto de besteiras compartilhadas. Não que uma boa besteira não seja bem vinda, tem dias que o negócio aperta que só umas boas gargalhadas de besteiras da internet pra te por no eixo de novo. Talvez não esteja me fazendo entender, vou dar um exemplo. Hoje, voltando para casa, estava escutando pela primeira vez o disco "Wish You Were Here" do Pink Floyd e comecei a pensar... pô, Pink Floyd na sua época não devia ser música de velho, a galera mais jovem é o grupo que mais curte rock, sempre tem sido assim (mas claro que não quero por isso como regra). Hoje em dia quem seria capaz de esperar 4min e 57seg de instrumentais até iniciar a parte cantada da música, quem seria capaz de curtir uma música de quase 12 minutos com a mesma intensidade do início ao fim? Cara, quem ouvia e ainda ouve hoje em dia uma banda como Pink Floyd é a juventude, o que aconteceu com as pessoas, que hoje em dia não conseguem "aguentar" uma música um pouco mais cabeça de 3, 4 minutos, que dirá um Pink Floyd da vida? Ok, sei que há gosto pra tudo e que nos anos do Pink nem todos deveriam gostar dos caras. Sei também que hoje em dia há toda uma coisa antipreconceito, "cada um no seu quadrado", mas ainda assim, não acho que seja muita coincidência que o nível de tolerância musical tenha diminuido em relação a canções mais elaboradas justo em uma sociedade em que vemos a futilidade, os tão queridos tchu e tcha e diversas outras coisas em alta (sem falar de corrupção, educação, violência, política, etc).

Falando de música, digamos que antes os meros mortais não tinham muitas chances de serem vistos pois o negócio era mais fechado, tudo dependia de gravadoras, etc, etc. Hoje em dia a situação continua quaaase a mesma, é tanta gente podendo se mostrar, mostrar seu trabalho, que ninguém é visto e, alguns que ainda conseguem se destacar a ponto de tocar a mão de Mid(i)as, são sugados até onde puderem pela parasiTV pra depois serem substituídos por outras grandes novidades e assim por diante. Claro, também não quero fazer disso regra. É como diria Humberto Gessinger, "quem quiser remar contra a maré tem que remar muito mais forte". De acordo com uma teoria vagabundeana criada por mim, e minhas amigas Alanna e Chiara, nada leva a lugar nenhum! Onde iremos todos parar quando tudo acabar? Brincadeiras a parte e aprofundando essa teoria, de que adianta tantas voltas quando o coração parar de bombear o sangue e começar o processo de decomposição? Nada é uma das possíveis respostas, mas mesmo que realmente no final das contas não adiante de nada, foi necessário o sangue circular pra uma vida existir. Pra essa vida ter valido a pena mesmo sem nada ter chegado a lugar nenhum "deve haver alguma coisa que ainda (...) emocione". E "para nossa alegria" há!

PS¹ - Jogando outro jogo:

"Rubem Braga diz que “ostra feliz não faz pérola”, e eu concordo. Ele explica que a ostra só começa a fazer uma pérola quando existe um grãozinho de qualquer coisa a faz mal, e ela vai revestindo aquele grãozinho até que não mais a machuque. Acredito que o chorar é, na verdade,  é a mesma coisa que Rubem Braga chama de fazer pérolas, é melhor forma de colocar para fora o que nos faz ficar mal ou com medo ou feliz ou que nos proporcione qualquer outro sentimento. Sou chorona. Sempre fui. E o meu choro não é só aquela agua com sal que sai dos meus olhos. Minhas lágrimas também são minhas criações literárias. Deixo aqui o convite para que conheçam minhas pérolas, meu choro, meus textos ou como queiram chamar".

Carolina Carrah


PS²:
Um amigo que sei que teve um motivo justo pra não me enviar nada pra que eu postasse aqui é um de fé que gosta de correr. Robson Moreira é o nome do jovem, ele corre, participa de competições e tal e no fim do ano deverá correr na São Silvestre. Ele participa de um grupo de corredores que vai ajudar nas passagens e despesas da viagem com arrecadação de notas fiscais. Estou já com algumas notas pra ele, quem quiser ajudar doando notas pode falar aqui nos comentários.

PS³:
Nessa história de "vem ca, te conheço", um ex-aluno chegou pra me pedir que curtisse uma promoção pra ele concorrer a um iPhone. Até ai tudo bem, um clique não custaria nada, tantos outros ex-alunos chegaram já pra pedir coisas desse tipo. A diferença foi que eu estava numa vibe de ficar pensando porque pessoas lembram de ti somente nessas horas. A princípio não curti e incessantemente ele tem pedido pelo chat do facebook ou em cada coisa q ele comenta do meu perfil, o que me deixou pensativo não foi o primeiro pedido, mas a insistência, tendo em vista que ele realmente não é de falar muito comigo pelo face. Passei a semana praticamente o ignorando, não por mal, mas pra observar até onde ele ia insistir. Pode parecer que eu estava trollando o rapaz, pra me redimir por tantos pedidos sem resposta, vou deixando por aqui o link pra quem quiser dedicar um segundo da sua vida clicando e ajudando o rapaz. E depois de tanto tempo irei curtir também, rsrs. Link: curta aqui.

domingo, 17 de junho de 2012

"Post" Scriptum

É interessante como quando tu ta falando alguma coisa, como por exemplo o "jogar outro jogo" da postagem do ultimo domingo. Desde a postagem rolou muita conversa nesse sentido, inclusive minutos antes de eu me achegar por aqui estava rolando no facebook com um amigo de Caixias do Sul - RS muito bom sobre jogos e "jogos", se é que vocês me entendem.

Hoje não tenho muito a lhes dizer, não escrevendo pelo menos. Último domingo rolou um convite que aguns amigos de fé aceitaram e hoje aqui estamos pra mostrar o jogo que somos capazes de jogar, aquilo que fazermos por que gostamos e acreditamos que podemos contribuir um pouco com a humanidade com isso, nem que seja a sua própria. Sem grana envolvida, só a vontade de ser visto, de ver alguem curtindo, levando fé naquilo que você faz, escribas procurando pena pra escrever, etc. É mais ou menos esse o espírito.

Pode parecer meio piegas mas vou fazer um convite a todos que me mandaram material e a todos que acessarem o blog. Confiram a postagem, o blog, os vídeos, as canções e passem para pelo menos um amigo e peça que esse amigo faça o mesmo (e assim por diante). Vamos ver como esse trabalho de formiguinha sem as três palavras mágicas (para nossa alegria) vai girar os contadores, os "curti" do facebook, os "gostei" do YouTube, os comentários no inbox, pessoalmente, no mural, no email, etc.O vídeo que fiz da minha música "PS", por exemplo apenas mostrando aos amigos obteve exatas 35 visualizações em meia semana. Bom? Ótimo se as 35 pessoas tiverem curtido pra valer, como sei que algumas curtiram.

 Deixo mais uma missão para os que me mandaram material: entre vocês quem puder prestar atenção nos contadores e comentários, vão registrando as movimentações e comentem comigo ou mandem email (pra masterjedih@hotmail.com) falando como foi a repercussão. Se alguém gostar de algum dos trabalhos abaixo e quiser vestir a camisa e ajudar a divulgar, compartilhar de maneira que possa acompanhar a repercussão, também pode. Fiquem a vontade.

Sem mais delongas...

Post Scriptum
(André Ramos / Augusto Ridson) - 2007




Armadilhas, precipicios, estranhos na saída
Quebra-cabeça, tanques de guerra, tanques de gasolina
Esquinas mortais, estatuas de generais e carnificina
São sombras desnudas, sem sombras de dúvidas, dessa nossa vida

Jogos mortais, jogos banais (filmes e comerciais)
Pessoas que ganham demais (pessoas que pedem demais)
Mortes banais, bananas de dinamite (a um passo da explosão)
Mas há quem acredite que há outro jogo
Há quem acredite, há sempre quem acredite em nós

Somos capazes de jogar outro jogo
Somos capazes de jogar outro jogo
Somos capazes de jogar outro jogo
Somos escribas vorazes atrás de pena pra escrever

Loucos suicidas no autopista, caixa eletrônico
Automatiza o sistema, desvia o problema, acaba com o sono
Tronos de apartamento em seu mundinho pequeno
Em sua grande limitação, em seu coração positrônico

Somos capazes de jogar outro jogo
Somos capazes de jogar outro jogo
Somos capazes de jogar outro jogo
Somos escribas vorazes atrás de pena pra escrever

Felipe Breier (Fortaleza - CE)

Faço questão de rasgar ceda pro Felipe, sou seu fã, conheci muitas músicas através dele e prefiro essas tantas músicas em sua voz que na voz dos próprios compositores. Tive o privilégio de assinar com ele a canção "Minha" (que vocês podem conferir aqui mesmo neste blog clicando aqui)

Logo abaixo o vídeo de "Calma" minha canção favorita do Felipe

Antes, outros links para conhecer o trabalho do Felipe:
YouTube: http://www.youtube.com/felipebreier?gl=BR&hl=pt 
MySpace: http://www.myspace.com/felipebreier




Phill Veras (São Luís - MA)

Tocava na banda Nova Bossa e atualmente faz carreira solo.

Vídeo: Mulher - Nova Bossa



Outros Links:

http://www.youtube.com/watch?v=sitOTZwGiso&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=72WmPzvgPU0&feature=related
Myspace: www.myspace.com.br/nbossa

Theater of Salvation (Fortaleza - CE)


Banda do Rafael Mesquita, de fé hawaiiano, músico e um amigo que não trouxe pra mim um pedaço do muro do Roger Waters (rsrs), mas que é presença certa aqui no blog.

A Theater of Salvation surgiu da vontade de cinco amigos - Kelvin Chaves (Guitarra e vocal), Rafael de Mesquita (Guitarra), Italo Sampaio (Bateria e vocal), Kássio Chaves (Baixo) e Harley Carvalho (Vocal) - de se reunirem para tocar as suas músicas favoritas como forma de fugir do estresse do dia a dia e se divertir. O que começou como um hobby se tornou uma necessidade de expressão e a cada dia que passava, a vontade de mostrar suas músicas aumentava. As influências são muitas, vão do rock progressivo dos anos 1970 ao thrash metal oitentista, o que resulta uma sonoridade autêntica de manifestação de rock e heavy metal.


site: http://tnb.art.br/rede/theaterofsalvation
tube: http://www.youtube.com/user/theaterofsalvationce
face: http://www.facebook.com/theaterofsalvation

Aqui com vocês a demo da música "V" de autoria do Rafael.



V - Theater of Salvation

 You went into my home
And took me out of there
Then killed everyone
Destroyed what that I love
                        
Then threw all this crap on me
 But in the fire I reborn
To live in freedom forever
To walk without a fear

I can see all your lies 
Lady Justice lays down for money
 While without mercy cuts our hearts
Cuts our hearts and spread out the panic

Take down the masks and…
Break the silence
Don’t fear cause
Behind this persona,
There’s more than flesh and bones,
There’s ideias
Ideias are bullet proof
To close all the crew

But who put them on charge?
 It´s you, my dear partner
 The blood of many in your hands
Just because you never say no

But they will see
I present you Lady Anarchy
She’s my new friend
And she loves everyone

You are in a prison for all your life
 I will just show you the bars
Because, It’s time to you know the free world
To have no more ties to you…
To have no more ties to you…
To have no more ties to you…

Por Trás da Veneziana
por Mayra Porto (Fortaleza - CE)


Nunca escrevi coisas pensando em publicar para que as pessoas pudessem ler, mas sempre escrevi.
De certa forma, desde os tempos mais remotos de minha infância, eu sempre gostei de escrever.
Escrevia imaginando um momento bom, ou em um momento bom imaginava algo pra escrever. Escrevia em um momento ruim ou pensando em um. Em todos os cantos, no carro, no ônibus, a pé. Em qualquer momento inspirador, eu escrevia. Confesso que que leio muito pouco, conheço poucos autores, mas das poucas obras que conheço eu as leio frequentemente. Entediante? Não, pode apostar que não.

No começo, criei este blog só como uma forma de não perder as coisas que eu escrevo.Ouvi uma vez de não me lembro quem que "o mundo virtual é o local mais seguro pra você guardar suas coisas. Você nunca as perde. Algumas vezes, eu escrevia algo em algum pergaminho que com o tempo caía em algum buraco negro e eu nunca mais tinha acesso a ele 100%. Foi a partir daí que eu comecei a "guardar" minhas escrituras neste blog:

http://mayrarogerio.blogspot.com.br

Bah, o meu pensamento e minha curiosidade de pensar o que os outros pensariam de meus textos fez com que eu começasse a mandar esse link para alguns poucos amigos mais próximos, eu não tinha interesse de publicar para todos. Tinha receio de críticas e de muitas outras coisas, mas depois com os elogios das pessoas que eu mandava o blog, eu fui ficando mais interessada em saber o que outras pessoas que não me conheciam achavam dos meus textos.

Bom, eu entrei em uma comunidade do Blogger no Orkut e vi que as pessoas divulgavam o seu blog para as pessoas visitarem e comentarem sobre ele. Ótimo! Eu mandaria o meu blog pra alguém que eu não conhecia e esse alguém que, claro, não tinha nenhum conhecimento ao meu respeito, comentaria. Eu imaginava que assim, as pessoas tecessem comentários verdadeiros, pois sempre passou na minha cabeça que as críticas positivas ao meu blog das pessoas que me conheciam eram apenas "gentilezas". Bom, depois, as pessoas que não me conheciam comentaram e deram suas opiniões sobre o blog. Estas foram positivas também.

É de muito bom grado tudo isso!
Bom, aqui, nessa postagem, declaro que é a primeira vez que vou "publicar" de "uma vez logo" o meu blog.
Para os De Fé que, de uma certa forma, tem uma aproximidade maior do que as pessoas que eu não conheço e menor
do que as pessoas que eu conheço. Vamos ver no que dá! Valeu Galeraa!

Mayra Porto Rogério.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quando a morte se avizinha ao amor

Quem no mínimo já assistiu ao filme/minissérie/peça "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna pode ver exemplos de que quando estamos próximos da morte podemos, mesmo que movido pelo medo ou desespero, tomar certas atitudes, como por exemplo a confissão da mulher adúltera e o perdão do marido traído no caso do padeiro e sua esposa. Quando a morte se avizinhou ao amor o amor pode alcançar sua plenitude.

Hoje, vespera de dia dos namorados, vi em meu perfil no facebook algumas fotos de mãos recém-aliançadas, pelo visto alguns conhecidos decidiram noivar pra curtir de maneira especial o dia dos namorados esse ano, afinal há quem não queira arriscar se sobrevive ou não ao fim do mundo de 2012 (rsrs). Ver essas imagens me fez lembrar de um caso que soube recentemente de parentes distantes, que por sua vez me fez lembrar outro caso que também me fez lembrar outro caso. Calma que vou compartilhar todos eles com vocês e, embora seja um assunto um tanto tenso para a véspera de um dia que se comemora o amor, vou falar também sobre o elo de ligação entre esses três casos... quando a morte se avizinha ao amor.

No caso mais recente, fiquei sabendo essa semana que um senhor, parente distante, que mora no interior não está mais reagindo à vida, não fala mais, não come, não levanta. Este já é um senhor bem idoso que ao lado de sua senhora tinha todo dia sua rotina e apesar da idade cuidavam um do outro, ficavam a noite na calçada na cadeira de balanço, etc. Porém o que importa, sempre juntos! Quem passa e vê de longe, na euforia da juventude, principalmente com essa juventude que temos hoje (eu que sou professor conheço jovens e jovens), pode ver somente "um par" de idosos, pode pensar que não dá mais pra ter aquele amor todo de antes por conta da idade e tal... Enfim, o fato é que hoje existem pessoas que não conseguem ver que na rotina pacata de um casal de idosos pode haver (e há), da maneira que a idade lhes permite, amor nos gestos mais singelos. Imaginem então a reação da esposa desse senhor quando ele passou a não mais responder as pessoas. Eu não imagino, eu sei. Pensar nessa senhora chamando pelo marido, pedindo pra ele falar, prometendo fazer algo que ele gosta se ele der algum sinal, perguntando se tá tudo bem e tal, como eu sei que aconteceu, é algo que me deixa os olhos úmidos. Há na sabedoria inteiriorana uma sensibilidade pra saber quando a hora está chegando, há também uma sensibilidade que alerta que após "ir" o primeiro do casal (principalmente se o casal já for idoso) o segundo não conseguirá viver sem o primeiro e logo também "irá". Desejo de todo coração que este senhor possa melhorar e voltar a viver seu amor junto com sua senhora, do jeito que só cabe aos dois.

Lembrando desse acontecimento recente e pensando nele, decidindo se escreveria ou não aqui sobre isso, lembrei da única vez que fui visitar alguém na UTI de um hospital. Era a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e assim que entrei, enquanto higienizava as mãos e vestia a roupa que o local exige, vi uma senhora muito humilde, magrinha, bem morena, cabelos brancos e de baixa estatura ao lado do leito de seu esposo que tinha fisionomia que lembrva bem homem do campo, bem humilde. A senhora não falava nada, somente ficava ali perto do marido ao lado da cama segurando a sua mão, talvez estivesse se sentindo como um estranho no ninho em meio a toda parafernalha da UTI, em meio a tantos enfermeiros ali dentro, talvez quisesse estar a sós pra cuidar melhor do marido, falar algo em seu ouvido, demonstrar mais o seu amor ali naquela hora em que a morte se avizinhava ao amor... Mais uma vez os olhos umedecem lembrando dessa cena, foi muito marcante pra mim.

Lembrar deste segundo caso me remeteu a um outro que aconteceu poucos meses após essa visita. Um parente do interior faleceu, a esposa não conseguiu aguentar um mês inteiro se não me engano e logo "se foi" também. Me impressiona ver como meses antes estive visitando os dois e nenhum aparentava nenhum mal que justificasse essa "ida" repentina, principalmente ela, que "se foi" depois... a morte se avizinhou ao amor e o amor que até então era vivido a dois não aguentou viver só.

Pensei um pouco se escrevia ou não esse texto, afinal como já comentei, ele traz uma carga pesada pra um dia festivo. De toda forma como já estou a poucos instantes de clicar em "Publicar" na janela do blogger, desejo que cada pessoa que se aventurar a ler até o final possa mesmo em meio a felicidade e a jovialidade em que se possa encontrar, perceber o tamanho da decisão que é dizer um SIM pra vida toda. Desejo que ao refletir um pouco sobre esse lado "tenso" do amor, a decisção de dividir a vida com a pessoa amada possa ser renovada com a certeza de que essa vida vai chegar um dia na época em que a pele já não é tão quente e macia, que você não conseguirá nem andar direito, que dirá ter uma vida sexualmente ativa ainda, dentre outras coisas que só vivendo pra saber.

Pra encerrar quero deixar aqui pra vocês uma foto que fiz em um momento muito especial, uma viagem que fiz a Gramado-RS, ocasião em que pedi minha namorada (hoje minha noiva) em casamento. Foto que encontrou hoje, mais de um ano depois de ser capturada, um momento perfeito pra mostrar como o amor resiste mesmo que venha o "tempo da delicadeza". Foto que, em um momento especial pra mim, decisivo pra toda vida a ser vivida a partir dali, anunciava a singeleza de pequenos atos, pequenos cotidianos a que todos nós, ou pelo menos a maioria, esperamos chegar.

A todos que puderem compreender a mensagem que tentei passar...

Feliz dia dos Namorados


domingo, 10 de junho de 2012

Somos capazes de jogar outro jogo!

Olá, boa noite de domingo a todos os fiéis leitores deste singelo blog. Ainda continuo sob a influência do show do Pouca Vogal para escrever, só que não é exatamente do Humberto, Duca e cia. que vou falar. Pergunta pra quem foi ao show: alguem ai viu uma banda com nome cheio de vogais abrindo pro PV depois de tocar o DJ Lanterna Verde Afetado (piada interna pra quem estava na gradeo lance do lanterna verde)? Então, quando vi os caras entrando pra tocar achei até bacana a formação, além de guitarra, baixo e bateria tinha um cara nos sopros (neste caso sax e flauta), mas teve uma coisa, um pequeno detalhe que não consegui passar despercebido: o estereótipo de banda pop.

Pra vocal/guitarra tinhamos um loro/surfista + - malhado com camisetinha colada cantando/tocando "música pra inglês ver"... pô já vi esse filme antes! Na abertura do PV em 2010 foi a mesma coisa, tocou uma banda com nome terminava em "fone", não lembro se era radiofone, gramofone (algo assim, ou não), mas o estereótipo era o mesmo, o perfil do vocalista (que geralmente é a pessoa responsável por parte importante da identidade de uma banda) era o mesmo. Claro que em 2010 tivemos também a banda do Edinho Vilas Boas, que apesar de estar na missão ingrata de abrir show do Gessinger após um jejum de 2 anos sem vir a Fortaleza  (a mesma situação desse ano) conseguiu tocar covers e AUTORAIS interagindo com a galera (ainda lembro de uma música que agitou legal todo mundo e eu gostei pra caramba, chamava-se "a bala" se não me engano), por exemplo, quando alguém gritou "toca Raul" ele tocou! Edinho VB se garantiu! 

Os demais músicos da banda que abriu esse ano fugiam um pouco ao estereótipo, o cara dos sopros era tranquilo ali na dele, fazia uns backings bem bacanas, o cara da bateria quase cai na malha fina, aparentava ser muito novo, tudo pra ser um Restart da vida, mas fiquei sabendo que ele já foi professor de bateria do Tiago (baterista da Guardas) e o cara do baixo... pô o cara do baixo fez mais sucesso com um simples "alô galera" que o resto da banda toda durante o show todo, todo o carisma da banda estava ali na voz de Cid Moreira daquele baixista! Quem foi ao show pode confirmar logo abaixo nos comentários... fez ou não fez sucesso o Cid "o Baixista" Moreira?! 

Bom, você pode agora se perguntar, porque estou hoje "falando mal" dos caras. Sinceramente, nada contra. O vocalista loro/surfista com o baixista da voz grossa, o rapazinho novinho da bateria e o cara dos sopros estão fazendo a música que eles gostam de fazer, que eles curtem fazer assim como eu, Tiago e Ítalo fazemos quando tocamos com a Guardas, mas... OH WAIT! Sinceramente, algo não incomoda quando quando vocês veem certas bandas por ai? Por que será que tanta banda surge hoje fazendo ou não sucesso local ou nacional ou de jeito nenhum e todas se parecem demais umas com as outras? Porque o estereótipo de banda pop se repete tanto por ai (pergunta ingênua do cacete)? Quando falei uma vez com alguem na semana antes do show "não sei porque banda de abertura se ninguém quer ver" recebi desse alguem (que não lembro quem é) a resposta que era "pra mostrar artistas locais, dar uma valorizada". Porque não se valorizar investindo de verdade e investindo principalmente em quem não se encaixa no estereótipo do mercado mas tem música de qualidade? Entrar na discussão de indústria cultural não é minha intenção aqui, até porque tem pano demais pra manga além de minha simples opinião enquanto músico amador metido a blogueiro. Mas enfim, se se procurar acha-se música boa, existe música boa no cara cabeludo que você vê passar todo dia na universidade, ou no cara com a camisa de uma banda que ninguém conhece (a dele) no transpote coletivo, em festivais de universidades e de outros órgaos públicos, EXISTE MÚSICA FORA DAS NOVELAS DA GLOBO! "Há espaço pra todos, há um imeeeeeenso vázio"!

Quando ainda escrevia o post da semana passada, já germinava a semente desta postagem, só que de um domingo a outro muitas palavras que poderiam explicar melhor o que eu quero dizer aqui me escaparam. Por outro lado consegui dois exemplos pra tentar me fazer entender. 

Alguns de vocês devem conhecer melhor do que eu uma banda chamada Soul Pop, eu já ouvi muito falar e até usei um camarim num show da Guardas que estava todo personalizado pra eles e a pedido da casa até anunciei que no outro dia haveria show deles, mas conhecer mesmo não conheço. Enfim, vi num programa da TV Cidade o vocalista dessa banda  dando entrevista, participando de quadro culinário e divulgando uma nova fase de sua carreira com projetos paralelos onde agora ele ia cantar forrós e pagodes da vida, tanto que a música que ele tocou na ocasião do programa foi aquela que sempre me lembra a Suzanne Von Richthofen, a que diz "ai, ai, ai ai ai ai, assim você mata o papai". Fiquei pensando enquanto assisitia, sem querer desmerecer o trabalho (que nem conheço) da Soul Pop e do vocalista (que nem lembro o nome): pô... que trabalho super consolidado o cara tem pra já sair fazendo projeto paralelo? Será realmente que ele sente necessidade de sair cantando o mais do mesmo das músicas jabá-midiáticas? Será que é algo que ele sente realmente que tem que fazer, que vai fazer a sua música ter um sentido? Reafirmo aqui que não tenho nada contra nenhuma banda ou pessoa que citei aqui, a maioria nem conheço, estou só compartilhando com vocês um pensamento meu e uma linha de raciocínio. Temos que ver também que existe o outro lado da moeda, o do músico que se aventura a viver SÓ da música que quando tú vê que não dá pra levar adiante aquilo que te faz bem tú tem que pensar no teu lado financeiro, afinal afirmo com conhecimento de causa, é difícil esse negócio de música pra nós meros mortais. Mas enfim, assim como desconheço as motivações músicais, desconheço as motivações financeiras dessa pessoa pra me alongar no assunto. Espero que o exemplo sirva pra que pensemos sobre as questões que tento levantar aqui, afinal o milagre (o tema) é mais importante que o santo (os exemplos e bandas que estou citando aqui).

O segundo exemplo que me ocorreu pra citar no texto até eu conheço melhor, rs, trata-se da dupla Ítalo e Renno. Pô ainda me lembro de um dia que eu estava à toa no Dragão do Mar e parei na passarela pra ouvir uma música que tocava no palco sob ela. Dois caras tocando sanfona com alguns poucos músicos acompanhando, coisa bem básica, mas uma música bem gostosa de se ouvir. Assisti o show até o fim. Uma dúzia de meses depois e mais um pouco vi que eles estariam num show com Renato Borghetti num evento chamado "Encontro das Sanfonas". Pô, ótima chance, rever aquela dupla legal e conhecer de perto o som do Borghetinho que até então só conhecia das três faixas em que ele havia feito participação especial nos cds dos Engenheiros. Os shows foram muuuuito bons, o do Italo e Renno e o do Borghetinho. No final consegui entrar no camarim e falar com Borghetinho, minha noiva e minha cunhada foram falar também com Italo e Renno. Muita simpatia e simplicidade, um dos dois até achou que a primeira foto que havia tirado com as duas não ficou boa e pediu pra tirar outra! Depois de mais uma dúzia de meses e um processo de "verdesmarezação" pra minha surpresa (negativa) e de algumas outras pessoas que sei que conheciam o trabalho bacana e o som gostoso de Italo e Renno, os dois aparecem com uma tal de "tome love", nova música de trabalho com um clipe ao melhor estilo Michel Teló/vai rolar a festa/ hoje é festa lá no meu ap. Coincidência essa música ter pintando numa fase da carreira deles pós Tv Verdes Mares? Será que eles realmente de coração queriam embarcar numa onda "tome love" diferente da linha de trabalho deles até então? Será que eles tiveram que atender a demanda que a nova parceira "Dona Mídia" tinha pra eles? Será que eles ainda se preocupam se saíram bem nas fotos com os fãs?

Enfim, lancei muitos questionamentos e, igualmente como já falei reafirmo (até porque não quero ser mal interpretado), não é minha intenção falar mal de ninguém, estou compartilhando pensamentos meus, questionamentos meus e de minhas vivências (ou não) de coisas/pessoas/bandas que existem no mundo real, por isso não vejo por que não dar nome aos bois.

O objetivo por fim desta postagem é incomodar sim, mas incomodar quem já está incomodado, pra quem assim como eu concorda que há um imenso vazio entre o que o rádio e a televisão nos impõem (salvo algumas, graças a Deus, nem tão raras exceções). Convido essas pessoas, a quem interessar possa, mostrar que "somos capazes de jogar outro jogo", convido a me enviarem material do que vocês fazem do outro jogo que vocês jogam, da boa música e das boas idéias (não necessariamente musicais) que existem escondidas nos corações anônimos por ai para divulgarmos todos juntos aqui neste blog na postagem da próxima semana. Claro, este singelo blog, como o chamo, não é algo lá que vá fazer aqueeeeela diferença, que o mundo vai ver sua música, seu projeto por aqui, mas ainda assim, há umas pessoas que vez por outra olham, alguns amigos de fé que acompanham e que me mantém por aqui, que me fazem acreditar que continuar é o certo a fazer, que compartilhar (como a própria palavra já diz) junto é melhor do que divulgar sozinho! E se você já tem um projeto bem encaminhado, bah, que tem juntar-se a nós e apreciar idéias/canções/textos de outras pessoas enquanto outras pessoas apreciam tuas idéias? Algumas vezes já pensei em parar com a Guardas, parar de escrever aqui, parar de compor, parar de fazer tantas coisas, o próprio Gessinger já fez uma música que diz "cantar pra que? (...) pra quem não tem a senha, pra quem não tem acesso". É um sentimento que bate mesmo em algum momento pra quem tem uma idéia na cabeça um sentimento no coração mas não consegue compartilhar com outras pessoas. 

Por isso faço aqui o convite, o email é >>>> masterjedih@hotmail.com, quem for capaz de jogar outro jogo e quiser jogar junto com uns de fé que movimentam os contadores deste singelo blog, põe ai no assunto do email SOU CAPAZ DE JOGAR OUTRO JOGO e manda teu material, teu projeto!

"Somos capazes de jogar outro jogo" é o refrão de uma canção minha em parceria com meu brother Augusto Ridson chamada "Post Scriptum" (o famoso PS). Tal como sugere a canção, trarei esta música para o blog após ter escrito esta postagem inspirada nela, então próximo domingo teremos canção por aqui. Espero que minha "PS" não venha só, venha acompanhada de outros jogos propostos por quem vier a ler esse post e aceitar o desafio. Compartilhem então quem se interessar, face, twitter, finado orkut, mostre pra um amigo, enfim... como já diria Capitão Planeta... "O poder é de vocês"!

Falando em PS...

PS: Fã mesmo de roquenrou são os de fé que seguem a Guardas da Fronteira, que são fãs dum loro bonito até, que compõe músicas que dispensam qualquer comentário ou babaovismo e são capazes de entrar na vibração e fazer de uma noite a melhor no show da Guardas com um vocalista gordim do cabelo que só não enrola porque eu corto! Parabéns a vocês! Viva a amizade EngHawaiiana! #abaixoosestereótipos!!!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Coisas que não cabem nos encartes dos CDs

A semente dessa postagem foi plantada em agosto de 2010, quando tive a honra de receber em Fortaleza Carlos Maltz (1º baterista e fundador dos Engenheiros do Hawaii) lançando seu livro, o Abilolado Mundo Novo. Na ocasião ele bateu um papo com os fãs, recebeu pra autógrafo / fotos, tocou suas canções com seu parceiro Marcos Melgar (gente muito boa) e por fim (de finaleira mesmo, pois não tinha nada acertado até poucas horas antes do show) ainda tocou bateria comigo e com o Ítalo Ribeiro. Sim senhoras e senhores, Maltz baterista por uma noite (ou devo dizer uma canção?) da Guardas da Fronteira!

Muita emoção pra uma tarde / noite somente? Sim, demais! Porém algo para além do momento que nunca imaginei em minha vida, o de tocar com o Maltz, algo ficou muito forte em minha memória: as gratidão e a satisfação dos fãs! Foi muito gratificante para mim que passei inúmeras noites mal dormidas pensando no evento, querendo que tudo desse certo, ver as pessoas comentando como o bate papo com o Maltz abriu "novos horizontes", como foi legal poder ver esse EngHaw de perto após tantos anos afastado da banda (para alguns fãs mais antigos) ou como foi emocionante poder conhecer a lenda viva, o M do GLM pela primeira vez (para os fãs mais novos). Apesar de pedras no caminho me senti muito bem ao ver que pude proporcionar uma noite inesquecível, não só pra mim que tive a maior das honras (a de tocar com ele), mas pra tanta gente. As emoções foram vividas tão intensamente que, por exemplo, não tirei uma foto sequer sozinho com ele. Fã que é fã, mesmo os que não assumem, lá no fundo quando dizem que querem uma foto, querem na verdade dizer que querem uma foto SOZINHO com seu ídolo, e dependendo da falta de noção do fã ainda quer o ídolo com cabelo/barba/roupa que ele quer / prefere. Enfim, das duas fotos que tirei com Maltz (fora as q foram feitas com ele no palco), uma foi com os meninos da Guardas e outra com minha amiga Isadora Machado que quis que a Guardas estivesse presente na sua foto =). 

Poder estar mais próximo do Maltz, conversando com ele, resolvendo abacaxis de produção de última hora diretamente com ele (e que abacaxis apareceram, rsrs), levando no aeroporto, ligando e recebendo ligação dele (esses dois últimos itens confesso que pus no texto por pura vaidade, rsrs), enfim, tudo isso me deixou tranquilo pra aproveitar os sentimentos que rolam nessas horas, as emoções e tal em detrimento de registrá-las, tanto que não me importei nem um pouco de ter apenas fotos coletivas com o Maltz. Dane-se! Eu toquei com ele, quero mais o que? 

Bem, nessa mesma linha de acontecimentos me vi dia 31 de maio e 01 de junho do ano de 2012, estive mais próximo (não tanto quanto com Maltz) de um ídolo meu: Humberto Gessinger. Posso traduzir esses dois dias comparando com os momentos que tive com Chico Buarque só que sem os PQPs e os Meu Deus do Céu! Explico, nunca estive tão próximo do Humberto sem que houvessem tremeliques, frios na barriga, voz sumida, falta do que falar, lerdeza súbita ou coisas do tipo. Explico, tive a chance de dar uma força na organização da noite de autógrafos do Humberto em Fortaleza, na Saraiva Megastore do Iguatemi (Maíra, brigadão pela confiança nessa missão!) e fiquei cerca de três horas em uma sala pequena bem perto dele sem nenhum dos sintomas de fãs que descrevi logo acima. Tinha ali a responsabilidade de ajudar colaborar como pudesse para que o evento seguisse "na santa paz de Deus" só que sem o "mais perfeito caos". Incorporei minha parte nas tarefas daquela tarde/noite e não sei como esqueci o lado fã. Guardei esse lado fã pra tentar fazer como meu pai sempre me falava, primeiro a obrigação, depois a devoção. E assim foi, durante toda a tarde estive ajudando na organização da fila, tirando dúvidas de quem vinha me perguntar, quando o Humberto chegou estive atendendo a ele através de seu produtor, fiz algo que nunca pensei que faria ou que fosse capaz de fazer na vida, fiz o papel do cara chato que pede pra pessoa sair ou pra pessoa não atrapalhar ou tentando fazer que se respeitasse a organização da noite rsrsrs. Quem diria... eu o cara chato!

Enfim, depois de algumas horas ali bem perto do Humberto, no momento em que eu podia falar com ele com mais calma recebi a missão de guiar o motorista da van para o melhor local pro HG sair... o coração de fã que ia começar a bater só deu tempo de entregar uma camisa do "Padim Ciço é Pop" e tirar uma foto junto com toda a galera gente boa da Saraiva que trabalhou bastante naquela noite. Valeu? Pra mim valeu demais! Demais mesmo, sem demagogia! Nada paga ver durante a tarde toda como muitas pessoas entre a galera da fila conheciam a Guardas da Fronteira ou até mesmo me conheciam (não é querendo ser estrela, mas vi nesse dia que muita gente que não conheço me conhece, rsrs, me senti um HG cover "mesmo" haha). Muitas dessas pessoas eu lembrei que falavam comigo pelo facebook da Guardas mas outras confesso que não lembrava de forma alguma. Além disso, assim como foi no dia do Maltz, foi muito gratificante ver pessoas saindo do encontro com o ídolo com todo tipo de reação: um garotinho que saiu sem saber pra onde ia, extático, galera de fé que conheci recentemente que vinha me agradecer, apertar a mão abraçar, gente muito emocionada que também veio chorando agradecer e dar um abraço (se bem que acho que a pessoa precisava no momento mais receber do que dar). Houve gente que até me falou que eu era um embaixador EngHaw no Ceará! Fiquei super lisongeado pelos elogios a forma como pude colaborar naquela noite e pela gratidão de todos, mesmo não tendo feito tanto quanto os agradecimentos que recebi, como diria HG (e mais uma vez, não querendo ser mais que sou) não mereço tanto, rsrs, muito obrigado! Agradeçam a galera da Saraiva também!

Não tive foto sozinho e não peguei autógrafo pra mim, mas tive a oportunidade de estar perto durante a montagem do palco. Conheci e até dei uma força pra galera da Stereophonica, fiquei sabendo de coisas legais que no devido tempo todos saberão, senti falta de meu brother Guilherme Dantas que esteve com o Pouca Vogal aqui em 2010 (pena não termos nos conhecidos melhor antes, mesmo interneticamente falando - uma coisa que imagino com curiosidade por não lhe conhecer pessoalmente é você falando com sotaque gaúcho, rsrsrs) encontrei novamente com Humberto na passagem de som, mas pelos motivos que já falei (ter sentido tudo que já senti na noite anterior) decidi não incomodá-lo por uma foto. Priorizei nesses dois dias as "coisas que não cabem nos encartes dos cd's", dei prioridade ao "sentir" ao invés do "registrar" (na contramão até da minha profissão de historiador). Vi que há muito mais além de certas coisas em determinada altura da vida. Não me passo por herói das causas perdidas, parte dessa minha tranquilidade se deu pelo fato de eu já ter encontrado com Humberto outras quatro vezes (merecidas, com muita dedicação e horas de espera). Essa é a hora que alguns leitores podem pensar: aaaahhhh boooom, ta explicado, esse cara tá é "reclamando" de barriga cheia! Pois digo que mesmo com tudo isso a "coisa"/pessoa que "ainda me emociona" de verdade não esteve presente por motivos que não cabe falar aqui. Digo-vos amigos que movem os contadores, não é a mesma coisa pra mim viver tantos momentos como os que vivi sem a minha "perfeita simetria"! Talvez a idade, talvez as 4 vezes que já estive com HG, talvez as prioridades que possam estar mudando me façam falar assim, mas, mais importante que tudo isso ainda é minha noiva, minha família, meu futuro que estou construindo a dois (assim como tantos de fé que estavam com seus filhos para quem essa história já tinha virado "a três")... Não é desconsiderando a importância que o Humberto tenha para minha vida, até porque conheci minha noiva em uma viagem para ver um  show dos Engenheiros e noivei com ela em Gramado, lugar que sempre quis conhecer por influência direta do Humberto, pelo contrário, conseguir ter desprendimento de registros materiais para dar maior importância ao sentimento abstrato que não se pega, não se guarda, não se transforma em arquivos, mas que faz teu corpo todo arrepiar quando ecuta uma canção. Sentimento que é resultado de um processo que já perdura desde sonhos de um jovem fã que surgia em 1999 caminhando cheio de e-stórias até então (junho de 2012). 

E é assim que encerro essa postagem, desejando que cada fã, antigo ou da era Pouca Vogal, possa alcançar esse, digamos, estágio no qual me considero estar. Que cada um com sua e-stória, com seus esforços, suas canções favoritas, seus amores, suas fotos possam alcançar também e poder sentir o que senti nos dois dias em que estive com o Humberto "longe, longe, longe, aqui do lado"!

Saudações Hawaiianas

PS: alguém que leu a postagem sobre o fim de semana com Chico Buarque me falou que eu deveria escrever com periodicidade, como o Gessingerr faz toda meia noite de segunda / zero hora de terça, quem sabe eu consiga fazer algo semelhante por aqui, se a idéia do blog é mostrar o que há de singular no cotidiano sempre tão igual, pode ser que eu consiga encontrar mais assuntos pra vocês que me acompanham por aqui. Prometo que tentarei, não prometo conseguir, afinal acho que palavras devem ser ditas quando há o que vale a pena ser dito! Abraço a todos!