domingo, 19 de agosto de 2012

Caminhos de Silêncio


A tantos mundos já quis pertencer
Porém hoje, não mais
E olhando pra trás
Vejo que nada me pertence
E não me pertenço a nada
Aos jardins que outrora caminhei
Aos amores que ainda ontem cultivei
Já não há mais sentido
Pelo que vi por conta própria me desviei
Então esquece, pois hei de seguir
Errante assim, calado assim
Assim hei

André Ramos
30/08/10

6 comentários:

  1. Definitivamente sem palavras! Muito bom, caro amigo! Bela poesia!

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  2. Cara, sou adepto de algo que ouvi o 1berto falar certa vez. A música não termina com o compositor ou com o músico, ela "termina" quando alguém escuta e recebe aquela informação através de sua própria alma.
    Pois pra mim, esse pequeno texto pode ser como alguém que chega pra bater um pequeno papo antes da partida, mas um papo que é bom escutar vindo de fora da gente.
    Pois que seja

    "Vejo que nada me pertence
    E não me pertenço a nada"

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  3. "Vejo que nada me pertence
    /E não me pertenço a nada"

    Que a palavra chave desta vida seja DESAPEGO. Amém =p

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  4. E olhando pra trás
    Vejo que nada me pertence.... lindoo *-*. bjinhooss tioo

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