domingo, 5 de agosto de 2012

Guardas da Fronteira

4 anos é um tempo considerável! O menino já está andando e falando alguma coisa. Uma vida curta, mas ainda assim uma vida. Próximo dia 11 de agosto, sábado, a Guardas da Fronteira completa 4 anos de existência, uma pequena vida dentro da vida de algumas pessoas. Dentro desse tempo houve tempo pra muita coisa, amizades, histórias de bastidores, noivado, casamento, viagens, vida que se vai, vida nova chegando, briga, reconciliação, muitas coisas mesmo.

A banda surgiu com o jurássico Orkut, Luis Felipe (o Guassussas) fez o convite na comunidade enghaw Ce para quem quisesse se chegar e formar uma banda cover de Engenheiros. Walter Rebouças, cara que eu já conhecia da UFC, nós dois fazíamos História, aceitou primeiro o convite, o próprio conseguiu, em uma comunidade de bateristas, recrutar Tiago Campos, e assim estava formada a primeira formação da Guardas. Eu acompanhei o processo na comunidade, mas decidi ficar de fora. Na época, rolavam uns encontros enghaw na praça verde do Dragão do Mar e, num desses encontros, aconteceria a primeira reuniam para tratar da banda. Não sei por qual motivo mas a reunião não aconteceu, o encontro sim. Estávamos lá, Walter e eu. Com o tempo antes de outra reunião Walter me chamou pra somar mais uma guitarra na banda e eu fui pra ver qualé. Foi em uma segunda feira, dia 11 de agosto que a Guardas da Fronteira se reuniu a primeira vez. Ainda lembro quando cheguei e vi o Walter com o Tiago em uma mesa do Benfica (o shopping)  e de como achei engraçado o Luis e seu jeito de falar naquele primeiro contato. Saímos de lá e fomos rumo ao primeiro ensaio no Estúdio 14, não tinha nem como registrar a banda toda, pois eramos somente os quatro naquele momento, no caso, Luis, o fotógrafo ficou de fora. Fotos logo abaixo.

Tiago

Eu

Não é o que pode se chamar de melhor foto da pessoa, mas esse é o Walter
Se fosse uma pessoa, qual seria o dia e horário de nascimento? O da postagem do convite no Orkut? O da reunião que não houve? O encontro na praça de alimentação do Benfica (as primeiras conversas e primeiras impressões)? As 13:00 exatas, quando começou a rolar o tempo do estúdio? Quando ligávamos os instrumentos, já éramos uma banda? E quando terminamos os ensaio? O exato momento de nascimento não da pra precisar, mas o dia em que comemoramos ficou o dia 11 de agosto. Engenheiros do Hawaii nasceu num dia 11, só que de janeiro. Coincidência? Destino? Era pra dar certo? Quem sabe?

Somente no segundo ensaio tivemos alguns convidados e a chance da primeira foto da banda reunida, dai em diante os convidados começaram a virar amigos e a banda começou a ganhar seus primeiros "de fé". Veio também o primeiro show, começamos bem em uma igreja onde o padre era pop e tinha um teclado encima do altar, lá dissemos que o céu era só uma promessa, fizemos prece para Freud Flintstone e dissemos que o Papa é Pop, ainda bem que os paroquianos estavam ansiosos demais pelo bingo do frango que ia rolar e não achou ruim nossa música "profana" em ambiente sagrado.

primeira foto com a banda toda

#defé - Mirelle e Alanna

#defé - Talita

#defé e madrinha da banda por ter nos batizado - Camila

#defé (no primeiro show) - Ton, Thayanne, Camilla, Alanna

#defé esperando horas a fio madrugada a dentro pelo show da Guardas - Isadora e Iasodara
O tempo foi passando, vieram os shows, e foi bom ir conquistando espaço, comemoramos nosso primeiro ano com Gessinger, Licks e Maltz sabendo de nossa existência e até nos parabenizando. Mas destino certo para tudo que nasce, chegaram as mudanças. No final de 2009, entre coisas internas da banda aconteceu a saída do Luis da banda. Continuamos algum tempo como trio com o Walter. Tocamos em Quixadá, primeira viagem, e fizemos um show não muito satisfatório na primeira edição do Coverama Ce. Depois disso Walter se afastou da banda, casou e foi morar com a esposa no interior. Entrou na banda Ítalo Ribeiro, nosso atual baixista. Com ele ganhamos nova dinâmica, aos poucos as pessoas foram curtindo de novo nosso som após meses parados e sumidos e começamos a ganhar novos amigos, novos de fé e novos horizontes. Depois de um 11 de agosto, aniversário de dois anos, apagado sem saber o que seria da banda, completamos três anos em grande estilo tocando ao lado de um ídolo... Carlos Maltz.

Humberto e Tiago com a camisa de 3 anos da Guardas - Natal - RN


com Carlos Maltz e Marcus Melgar no backstage do GF 3 Anos, já com Ítalo no baixo

final da festa, com Carlos Maltz

Antes de prosseguir, uma história. Não me recordo os nomes da história original, então vamos com um pirata conhecido por todos nós:

"Jack Sparrow tinha um famoso navio, o Pérola Negra. Todos falavam do Pérola, por ser o melhor e maior navio de combate. Só que um dia, com nova tecnologia de poder de fogo disponível, Jack trocou todas as armas do navio. Ainda era o mesmo Pérola Negra? Depois, viu que as velas precisariam ser trocadas pois o tecido estava se rasgando com a força do vento. Com as novas velas, o navio ficou menos Pérola Negra? Em uma grande batalha, a embarcação ficou bastante deteriorada, se fazendo ser trocada toda a madeira de um lado do navio. Jack aproveitou e trocou logo a madeira do navio inteiro. Ainda estamos falando do Pérola Negra original?"...

Com as mudanças que a vida nos traz, continuamos os mesmos, ou mudamos a ponto de perder a identidade? O que nos mantém como Guardas da Fronteira. Como estaremos daqui pra frente? Quando chegarem mais filhos, mais trabalhos, mais cabelos brancos, mais obrigações, quando mais pessoas se forem, quando novamente for preciso largar tudo, seremos os mesmos? O que é de fato uma banda, quando ela nasce, quando ela morre? Até hoje pra mim, a amizade é fundamental pra continuarmos juntos e já pensarmos preliminarmente nos 5 anos. Algo que nos leva a continuar quando tudo conspira para desistir, algo que não se pode explicar mas só nos leva a cantar, talvez aquela "força estranha" que se canta. O que pode explicar o que acontece quando plugamos os instrumentos e soamos o primeiro acorde? O que explica uma escolha feita que deixou utras tantas no plano das idéias?

"Nós não precisamos, saber pra onde vamos, nós só precisamos ir!"

Dia 10 de agosto, estão todos convidados a "ir" também.

Todos convidados (clique pra ampliar e ver as informações)
PS: um grande abraço também aos amigos que já passaram pela Guardas e a outros tantos sempre presentes no dia a dia:

Henrique Studart que nos deu uma força pra melhorar nosso desempenho como músicos, e Rubens Rodrigues, fotógrafo e de fé, já deu uns cliques valorosos pra banda (não estão nos nossos arquivos de fotos)

Suzana Campos, sempre acompanhando e fotografando,  Henrique Riedel, amigo que já tirou um som com a gene e grande o Rafa Carfê, o ximbinha, sem mais! rsrsrs

Rafaella Barrocas - tocou bateria conosco

Gleisinho Monteiro - batera, seguiu viagem conosco em Mossoró - RN

Jefferson Gê - se garantindo no baixo

Léo Porto - o mr. Coverama CE, nos abriu vários caminhos
Guilherme Dantas - o Mr. Sempre Ler: parceiraço, direto da serra gaúcha!
Maurílio Fernandes e a galera da Empire que foram fundamentais para concretizar a  vinda de  Carlos Maltz à Fortaleza

Maíra Araújo (de óculos, ao lado da garota de amarelo) - nos abriu as portas da Saraiva Megastore duas vezes e nos deixou ajudar a cuidar do Humberto na sessão de autógrafos em Fortaleza




E A TODOS VOCÊS DE FÉ QUE NOS ACOMPANHAM, AQUELE SUPER ABRAÇO! =)

3 comentários:

  1. Belas palavras André, emocionante pra quem acompanhou tudo de pertinho desde o começo=)
    Ah, e só pra constar, quem tirou a foto do Gessinger segurando a camisa de 3 anos da guardas, foi a minha pessoa! auhsauhsuahsau. No mais, parabéns meninos e vida longa!

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  2. Cara q massa ler esse post. Por um lado é legal pra mim pq me identifico agora com a questão do nascer e o aprendizado a andar de uma banda. Algo q pra mim foi sempre um sonho, agora é um sonho vivo!
    Por outro lado, a minha relação com Engenheiros passa diretamente pelo Guardas. Meu primeiro show do Guardas foi no Acervo Imaginário, e ainda era com o Luís na banda. Eu nem curtia Eng Haw na época, e pra fazer justiça a verdade, fui por causa de uma garota (e valeu a pena a ida :p)
    E ae dps quando estive no show na Sariva e no Dragão (com o Maltz) a história já era outra. A garota já não estava mais lá e eu já era viciado por engenheiros

    É um bom questionamento o que nos mantém nós mesmos, o que mantém nossas bandas o que são? A jornada que fazemos nos muda, porque aceitamos que vamos viver, logo seremos provocados pelo mundo. Vamos conhecer mais dele, mais de nós mesmos tb. Mas e então,o Guardas é o mesmo de quando começou? A Theater of Salvation é a mesma banda q eu sonhei quando criança? Acho q muito mudou, mas te faço uma proposta, vamos deixar os rótulos pra algum dia em que estivermos bem cansados pra fazer algo. Por enquanto vamos ser o que podemos ser!

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  3. Phodastico...

    eu como um mero espectador, admiro muito o trabalho desses caras, acima de tudo, o entusiasmo pois alem de bons músicos são fãs incondicionais do que não só eu como uma legião de outros fãnáticos consideramos a melhor banda do Brasil. Grande Andre, Tiago, Ítalo meus sinceros parabéns pelo belo trabalho, garra, perseverança e que perdure aew por pelo menos mais umas 4 decadas... rsrsrsrs... grande abraço...

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