domingo, 11 de agosto de 2013

5 anos, quem diria?

uma das primeiras imagens que representou a GF

Quem diria que em meados de 1999 nada pra fazer em um sábado de manhã me levasse a visitar uma prima a um quarteirão de distância de minha casa? 

Quem diria que logo neste dia ela estava com um cd qualquer chamado "Tchau Radar" e um outro, uma coletânea chamada acervo da banda Engenheiros do Hawaii, emprestados de um amigo? 

Quem diria que ela me falaria daquela banda e me emprestaria por este dia aquela coletânea para ouvir?

E quem diria que "Somos quem podemos ser" cairia como luva e me tornaria irremediavelmente um seguidor de fé de Humberto Gues.. Humberto Tchessinge... Humberto GuessÍnguer...? É, eu não sabia na época nem dizer o nome dele direito, hoje tão fácil e sonoro: Humberto Gessinger!

Quem diria tantas outras coisas que aconteceram por conta desse cara e suas músicas?

Quem diria que após tentar vestibular para administração, ciências da computação, telemática e serviço social eu fosse cair nas graças da História?

Quem diria que no curso de história eu formaria uma banda, comporia umas canções e, mostrando essas canções a colegas, eu fosse conhecer o Walter Rebouças?

Quem diria que o Walter fosse atender a um chamado do Luis Felipe no Orkut para integrar uma banda cover de Engenheiros do Hawaii, a Guardas da Fronteira, junto com o Tiago Campos e que iria me convidar para tocar guitarra após a formação power trio estar completa?

E quem diria que eu ia aceitar?

Hoje, por volta de uma ou duas horas da tarde, se completarão 5 anos desde o primeiro ensaio e quem diria que faríamos aniversário no mesmo dia dos Engenheiros (dia 11)?

Quem diria que no primeiro aniversário da banda conseguiríamos vídeos de congratulações de Humberto Gessinger e Carlos Maltz e um email de Augusto Licks?

Quem diria que seguiríamos os passos dos Engenheiros até nas mudanças de formações? E quem diria que olhando essas mudanças pelo lado bom, pudemos conhecer e tocar com bons amigos?

Quem diria que o Ítalo Ribeiro vinha pra ficar, arrebentando no baixo após quase um ano parados?

O aniversário de dois anos passamos em silêncio. A maior comemoração foram as lembranças que mandaram pra nós no Orkut.

Quem diria que essa volta da Guardas da Fronteira iria empolgar tanto até metermos a cara pra tentar trazer Carlos Maltz pra Fortaleza comemorar conosco?

E quem diria?! Nós conseguimos! E quem diria mais?! O Tiago passou a baqueta pra ele e nós encerramos juntos o show de aniversário!

Boas lembranças... quem diria?


Quem diria que viria mais algum tempo "meio que parados"? Ítalo resolveu "explodir as grades e voar" e seguiu viagem pela nuestra américa.

Quem diria que a volta seria mais fodástica que poderíamos imaginar?

E quem diría que o aniversário de 4 anos foi o último show até então?

Hoje, 11 de agosto, completamos 5 anos de Guardas da Fronteira e um ano completo longe dos palcos. 

Muita coisa acontece na convivência de uma banda, você consegue amigos que acompanham momentos importantes da sua vida, sendo a recíproca verdadeira. 5 anos, ou se se quiser dar uma carga dramática maior, meia década, é tempo pra dedéu (agora com a palavra dedéu, foi-se embora a carga dramática rs) e muita coisa acontece, como de fato aconteceu. Nada sério, pelo menos entre nós integrantes da GF, mas, individualmente, sucessivas questões pessoais maiores que a vontade que tínhamos de tocar foram adiando o próximo show várias vezes. 

Questões de saúde, um de nós teve de ficar de castigo sem poder tocar. Casamento e mudança, esse caso se aplica a mim, mesmo sendo uma grande felicidade passar pela experiência de se casar, tudo exige muita dedicação pra acontecer como se pretende, muita mesmo. Escrita de monografia, uma pendenga que até agora estou carregando comigo, enfim...

Neste tempo todo, amigos chegava pra perguntar "cadê a banda?", "e ai cara, acabou?". Não, não acabou e nem vai acabar enquanto houverem tantas boas lembranças, bons amigos e a vontade de tocar. Ainda persistem alguns desses "impedimentos maiores que a vontade que temos de tocar", mas nunca foi posto um ponto final. Neste aniversário de 5 anos a comemoração mais uma vez não vai ser nos palcos, vai ser por aqui com quem ler e relembrar bons momentos deste 5 anos conosco. Quem sabe quando será o próximo show? Nenhum de nós, ainda. Mas quem sabe o quanto queremos tocar novamente? Nenhum de nós conseguirá responder com palavras que correspondam ao tamanho dessa vontade.

Enquanto isso ficamos com uma das maiores heranças desses 5 anos, que são as pessoas que os viveram e construíram conosco, que estão convidadas a continuar este texto nos comentários.

Parabéns pra nós!




GF no início falando do início



vídeo que hg mandou no nosso primeiro aniversario



áudio que maltz mandou no nosso primeiro aniversário



3 anos - tocando com carlos maltz

PS1: Quem diria que após manifestar a alguns amigos a vontade de voltar com tudo pra música (agora que estou mais perto que longe de acabar monografia) a música também iria voltar para mim? Até maio deste ano, a ultima coisa que tinha escrito de música foi uma tiração de sarro de um dia que faltou energia na minha casa. Em maio escrevi "Saudade", primeira parceria com minha esposa, Mirelle, e agora em agosto uma canção completa inspirada na música "Nuvem" do cd "Minuano" (EngHaw) chamada "Outra história de nós dois". A ideia era que fosse uma história anterior à da canção Nuvem. E este final de semana pintou uma outra canção que ainda não está completa mas está sendo amadurecida rapidamente. Duas músicas em 11 dias pra quem estava a tempos sem nada é como chuva na seca do nosso nordeste.

PS2: Vi um vídeo do parceiro Felipe Breier tocando a música "Tocando em Frente" (Almir Sater / Renato Teixeira), música que acho linda mas não sabia do nome dela. Pensei que Tocando em Frente fosse algum projeto do Felipe envolvendo música. Tendo descoberto que era apenas a música, me apropriei da expressão por fazer alusão a seguir em frente tanto como tocar mesmo, fazer música, ou seja, sempre tocando em frente, seja a música, seja a vida. Será este o nome de um "projeto"(?) que quero começar, mostrando minhas músicas, convidando amigos pra tocar comigo, convidando amigos pra parcerias (coisas que adoro).

PS3: Quem diria? Estou aprendendo a tocar sanfona!

PS4: Quem diria? O dia 11 caiu num domingo, dia que eu postava textos quando os fazia com regularidade. Vou pensar com carinho se esse acaso pode querer me trazer de volta por aqui na próxima semana e na próxima, e na próxima...

3 comentários:

  1. Nada como o tempo para aquecer corações e vontades...

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  2. Quem diria que o proximo passo nos levaria a algum lugar? Quem diria que nao? Quem somos nos para dizer aonde o proximo passo pode levar? E somos nos capazes de nao pensar em aonde ele vai levar?

    Tive meu primeiro contato com Guardas de uma maneira que foi bem valorosa para mim. Um daqueles dias, em que o sol nasce sem saber o que iria iluminar, e foi ao som do Guardas!

    E entao foram tantas amizades que vieram atraves da banda. Amizade daquelas pessoas que lhe fazem rir do nada, que lhe mandam uma musica pra viajar, pessoas de sorriso fácil, e/ou pessoas que voce espera ter um abraco dps de passar um tempo tao longe.

    Nos podemos criar nossas bandas, musicas, livros, poemas,... mas eles nao nos pertencem. Nao cabe a nos dizer q ele acabou ou ele vive. Ele é.

    O sentimento vive, cresce, desenvolve e muda dentro de nos. Que assim seja entao!


    Meus grandes parabens pelos 5 anos de banda!! Muita coisa legal aconteceu, e muita continua acontecendo. Torco pra acompanhar os proximos passos tb!

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  3. Quem dirá o futuro, a próxima, música, a próxima parceria, o próximo show? Quem dirá a próxima descoberta? A próxima amizade |re|conhecida?

    Um pouco do que disse o Rafael K, nossas músicas, poemas, textos, livros, não nos pertencem, simplesmente porque nós pertencemos a eles.

    Quem sabe a próxima esquina seja logo ali e, em breve, muito breve mesmo, possamos nos reencontrar e rever/ouvir o som guardado dos Guardas da Fronteira... Quem dirá?

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